Parashat Bô (Vai).

Êxodo 10:1-13:16
Jer.      46:13-28
Lc        22:7-30

Relembrando a Parasha passada Faraó rejeita o pedido de Moisés “DEIXA O MEU POVO IR” e isto faz com que D’us se manifeste.

Se você analisar o diálogo que Moisés tem com o Eterno lá no Sinai, no monte Horebe, que fica lá em Moabe, na Arábia, o intuito de D’us não era somente tirar o povo do Egito, D’us desejava muito mais.

D’us desejava impactar a nação judaica, construir uma identidade com aquele povo e impactar todo o mundo, pois a historia da humanidade foi marcada por este evento: O Êxodo do povo hebreu.

No dialogo que o Eterno tem com Moisés Ele diz que se manifestará e fará maravilhas para que O conheçam. Não só para Israel conhecer o seu D’us, mas para que o mundo soubesse quem é o D’us dos hebreus.

Porque o Eterno têm uma identidade e é conhecido como o D’us dos hebreus.

Ele é o D’us de Abraão, Isaque e Jacó, e Ele nunca mudou, nunca mudou de endereço, nunca mudou sua nacionalidade e continua sendo o D’us de Abraão, Isaque e Jacó.

Por mais que a historia tente desvincular o D’us criador dos céus e da terra do povo judeu saiba que ainda hoje Ele é o D’us dos judeus. E o Messias a quem você serve que transformou a minha e a sua vida, é o Messias de Israel, é o Leão da Tribo de Judá, Ele é filho de David e que também é judeu.

Resumo da Parasha

A Parasha se inicia com o Eterno falando para Moisés e Aarão irem(Bô) até Faraó para que ele liberte o povo de Israel da escravidão.

Vimos que Faraó não atende ao pedido e o Eterno envia a 8ª praga castigando o Egito com os gafanhotos que comem todas as plantações existentes, ou seja, aquelas que sobraram das pragas anteriores.

A praga dos gafanhotos cessa somente quando Faraó implora a Moisés que ore a Elohim para que Ele interrompa a praga e promete que libertará o povo de Israel.

Como das outras vezes, assim que os gafanhotos desaparecem Faraó não permite que os israelitas partam. E o Eterno envia a 9ª praga TREVAS, ou seja, uma escuridão total, o Midrash diz que as pessoas não conseguiam enxergar a própria mão.

Diz a Torah que as trevas eram tão espessas que se podia apalpar (10:21) e que ninguém se levantou do lugar por três dias (10:23). Porém os israelitas tinham luz.

Por causa desta nova praga Faraó apela novamente a Moisés e diz que libertará o povo, mas eles deixariam no Egito os rebanhos e o gado.

Moisés não aceita e diz que não deixará nem uma unha para traz.

O Talmud comenta que Faraó queria deixar uma isca, que os obrigasse a voltar.

Faraó não os deixa partir e Elohim envia a 10ª e ultima praga ao Egito que é a morte dos primogênitos.

Elohim instruiu a Moisés e Aarão sobre o mês de Aviv (Abibe), que seria o primeiro mês do ano para o povo de Israel. A Páscoa é tão importante que o Eterno diz que será o primeiro mês do ano.

E o Eterno explica os detalhes envolvendo o cordeiro da Páscoa, Pessach.

E que fariam uma refeição precedendo a partida do Egito, ou seja, o Êxodo.

E o Eterno fala do sangue do cordeiro que seria colocado nos umbrais das portas das casas e o DESTRUIDOR passaria por cima das casas dos israelitas que tivessem esta marca e feriria apenas os egípcios.

Elohim estabelece a celebração da Páscoa, Pessach e a proibição de se comer alimentos fermentados, alimentos com RAMETZ, qualquer tipo de alimento levedado.

Em nossa Parashá a Torá ordena sobre a festividade de Pêssach: “Sete dias pães asmos (matsot) comerão”. Este mandamento (mitsvá) de comer matsá é uma obrigação da Torá também hoje em dia.

Qual é a diferença entre chamêts e matsá? Os dois, o chamêts e a matsá, são feitos de farinha e água que se misturaram. O que há de especial na matsá em relação ao chamêts? Porque podemos comer matsá, e somos proibidos de comer chamêts?

O chamêts é uma massa que ficou inflada. Um pequeno bloco de massa que se molha, cresce muito – isso é o chamêts. Já a matsá é uma massa exposta; também após ser assada, ela mantém a sua altura.

O chamêts aponta para vangloria e orgulho. O chamêts fica inflado e representa uma pessoa que se sente grande e importante e se vangloria e se eleva perante as pessoas ao seu redor.

A matsá indica submissão e humildade. A matsá é fina e exposta e representa alguém que é submisso ao Eterno. É totalmente o contrário do chamêts.

As duas palavras “chamêts” e “matsá” são compostas quase das mesmas primeiras letras. Toda a diferença está numa letra. ח   “chet” em “chamêts” e ה    “heh” em “matsá”.

ANEXO 3 PARASHA BÔ

As duas letras “heh” e “chet” são similares em seu formato. As duas são compostas de três linhas, e as duas têm uma porta (abertura) em baixo.

A porta de baixo aponta para o versículo: “eis que o pecado jaz à porta”;Gn 4:7 em outras palavras – o pecado tem um lugar para  entrar.

Aqui cravamos toda a diferença entre chamêts e matsá. O chamêts – “chet” – é fechado por todos os ângulos. O pecado que entra por baixo não consegue sair, e fica dentro. O pecador tem dificuldade para separar-se do pecado, abandoná-lo e distanciar-se dele.

Na matsá – “heh” – há uma abertura pequena em cima. Por meio de uma abertura pequena é possível se arrepender, aproximar-se de D’us. Porém, a abertura é muito pequena. De qualquer maneira basta uma atitude da pessoa, e D’us a auxilia, e ela recebe a sua teshuvá.(Retorno, arrependimento).

O chamêts alude a um homem orgulhoso e inflado. Se ele peca, é difícil para ele fazer teshuvá. Ele é orgulhoso em seus atos e não é fácil para ele confessar seu erro.

Ele constantemente vai encontrar respostas para justificar-se. Ele está sozinho na letra “chet” sem saída.

O que é a matsá?

A matsá alude a uma pessoa que é humilde, submisso e modesto. Se, ele pecou, não tenta procurar respostas para si mesmo e justificar seus atos.

Ele logo se aflige sobre sua conduta, e seu coração fica partido dentro dele. E aí então – ele se desperta com a teshuvá.

A abertura pequena em cima do “heh”, aproxima-o mais ainda de D’us, e ele aprimora seus atos e empreende o caminho da teshuvá, retorno.

O Eterno também nos instrui sobre a obrigação de celebrarmos todos os anos a data de Pessach e relatarmos para todas as gerações e para sempre o Êxodo do Egito e os milagres com que o Eterno nos libertou da escravidão.

A Parasha termina estabelecendo o mandamento de consagrar todo primogênito MACHO tanto de homens como de animais ao Eterno.

Isto é chamado O RESGATE DO FILHO PRIMOGENITO em hebraico dizemos PIDYON HA BEN. E NOS ADVERTE PARA LEMBRARMOS-NOS DE TUDO AQUILO COMO UM SINAL NA NOSSA MÃO NA NOSSA FRONTE.

Êxodo 10:1

Depois disse o SENHOR a Moisés: Vai a Faraó, porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para fazer estes meus sinais no meio deles.

O Eterno manda Moisés e Aaron irem a Faraó. Este encontro entre Faraó e Moisés, na verdade não é um encontro entre dois homens, este confronto representa o antagonismo entre Faraó que representa os deuses do Egito e o Eterno, entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas.

Quando Moisés enfrentou Faraó isto representou uma luta de Moisés contra os demônios que agiam no Egito.

Nós também temos que travar uma batalha contra os Shedim.

Não existe a luz da Torah a batalha entre o Eterno e Satan, pois o Eterno é infinitamente superior e basta Ele estalar os dedos que Satã é destruído imediatamente.

Não obstante existe uma batalha espiritual entre o ser humano e satã. Satanás age para levar o homem ao pecado, ou seja, ele deseja que o homem viole os mandamentos do Eterno.

Segundo o Talmud o pecado atrai os demônios para agirem na vida de uma pessoa. Eles agem de 2 formas:

Por meio de possessão, possuindo a pessoa e anulando o seu discernimento e pela opressão, influenciando o pensamento e as atitudes humanas. É como se a mente do ser humano fosse invadida por maus pensamentos.

Mas segundo o Talmud também a obediência aos mandamentos do Senhor e a busca ao Senhor, atrai a presença do próprio D’us e dos seus malahim, ou seja, dos seus anjos.

A verdadeira libertação passa por um processo de eliminação do pecado e de plena santificação (Kedusha). Anulando as opressões e as influências malignas.

Esta é a chave mestra da batalha espiritual. Eu vejo muitas pessoas orando para expulsar demônios, mas não ensinam as pessoas a viverem longe do pecado.

Ai não adianta nada, pois você expulsa os demônios, e se a pessoa continua no pecado,acontecerá o que Yeshua falou,voltarão sete demônios piores do que os primeiros.

Este é o verdadeiro processo de libertação, viver em obediência ao Eterno e em plena santificação.

Aqueles que andam assim recebem uma armadura do Eterno e os demônios não podem tocar nele. É dever nosso ensinar isto.

Sobre o endurecimento do coração de Faraó, nos já falamos na Parasha passada, mas só lembrando que Faraó era mau, e por isso seu coração foi endurecido. Faraó nunca quis se arrepender.

No Talmud no Seder Moed Yoma 85a “Se uma pessoa diz eu pecarei e depois me arrependerei (Teshuvá) não lhe é concedida a oportunidade para fazer Teshuvá.”.

Também no texto do Tania no cap.11 esta escrito: “Somente se uma pessoa se esforçar muito e superar a sua má inclinação, então a Teshuvá dela será aceita”. “Vá e não peques mais”.

Muitos cristãos falam que a lei acabou que a lei foi pregada no madeiro. Pecado significa violar a lei. Se a lei acabou, não existe mais pecado. Isto é insano. Pois o pecado existe e o pecado é a violação da lei .

O perdão do Eterno não esta disponível para aqueles que querem pecar e que gostam do pecado.

Hebreus 10:28, 29

Quebrando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.
De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Este texto esta dizendo que quem violava a Torah no tempo de Moisés e praticava o pecado punível com a morte, esta pessoa era morta sem misericórdia apenas pela palavra de duas ou três testemunhas.

Mas o texto continua dizendo que depois que Yeshua veio ao mundo, quem pecar contra a Torah quão mais severa será a punição, porque esta pessoa pisou o sangue do filho de Elohim.

Outra curiosidade

Antes do Eterno endurecer o coração de Faraó Ex 9:12 a Torah nos mostra que Faraó endurece o seu coração por 6 vezes Ex 7:13, 7:22, 8:15, 8:19, 8:32 9:7. Aqui a algo significativo pois o numero 6,é o numero do tempo do homem. Por isso temos que ter temor a D’us. As nossas transgreções não são por tempo ilimitado.Tem o limite de D’us.

Nossa Parasha de hoje fala das três ultimas pragas.

A 8ª praga que foram os gafanhotos, a 9ª praga que foram as trevas e a 10ª praga que é a morte dos primogênitos.

O Midrash explica o seguinte:

Os gafanhotos destruíram as plantações e isto foi um castigo porque os egípcios obrigaram os israelitas a plantarem para eles e eles ficavam com os frutos.

O Midrash fala ainda que a 9ª praga, as trevas, foram um castigo para os egípcios porque muitos israelitas foram presos injustamente e jogados em calabouços escuros e o Eterno os puniu com trevas enquanto os israelitas tinham luz em suas casas.

E por fim o Midrash diz que a 10ª praga foi uma punição para o povo egípcio pelo fato dos meninos hebreus terem sido assassinados pelos egípcios conforme decretou Faraó.

Vamos agora para o capitulo 12 onde o Eterno estabelece o Rosh Kodesh que é o primeiro mês e o Eterno estabelece Pessach a Páscoa.

Está lá em Êxodo 12:6 que Pessach a Páscoa seria celebrada no 14º dia do primeiro mês, e este mês é chamado pelas escrituras de mês de AVIV isto está em Ex 13:4. A Páscoa é celebrada a tarde não é à noite não. Ex 12:18

O primeiro mês não é o mês de janeiro, pois este calendário é gregoriano, instituído pelo Papa Gregório e este 1º mês instituído pelo Eterno é o 1º mês bíblico.

Nós não seguimos o calendário do Papa, pois o Papa não tem autoridade sobre nossas vidas, nós seguimos o calendário do Eterno, o calendário bíblico, o calendário das escrituras. A maioria dos evangélicos segue a data instituída pela Igreja Católica. Interessante isto, né?

Outra curiosidade, após o cativeiro Babilônico os judeus passaram a chamar o mês de Aviv de Nissan, então se você olhar o calendário hebreu o 1º mês vai estar escrito NISÃ.

Este nome NISÃ é chamado na Biblia de “O mês da Primavera” e a tradução do nome é “Quando brotam as flores” O nome aparece no livro de Ester 3:7 “No primeiro mês é Nissan”. E no livro de Neemias “No dia vinte de Nissan do rei Artaxerxes”.(Neemias 2:1)

Prosseguindo, o Eterno manda que cada família pegasse um cordeiro, que este cordeiro fosse macho e sem defeito, o cordeiro seria imolado e o sangue aspergido nos umbrais das portas.

E o cordeiro seria comido com Matza e ervas amargas. (Marot). Isto seria a Páscoa do Eterno. Estava escrito também que o destruidor passaria direto nas casas marcadas com sangue e não haveria a morte dos primogênitos dos que adotassem estes procedimentos de Pessach.

Daí se origina o nome Pessach – PASSAR. Por que D’us passou direto. Mas você não disse que era o Destruidor? Se D’us atuou através do destruidor, o destruidor atuou na ordem de D’us. Por isso depois o Eterno fala Eu passei e feri os primogênitos. Diz ainda que esta festa foi instituída como estatuto perpétuo.

O hebraico deste texto no original no Capitulo 12: 5 6,7 é um hebraico fantástico, por que é escrito como se fosse apenas um cordeiro para todo o povo.

No português não da para perceber, mas no hebraico, quando o Eterno fala

Ex 12:6 “vocês guardarão o cordeiro até o 14 dia e toda a congregação o imolará no crepúsculo” toda a narrativa é construída como se fosse apenas um cordeiro. Isto é um símbolo. Isto é uma profecia.

Isto é uma riqueza que o texto esconde ao mesmo tempo em que cada família tinha um cordeiro qual seria este cordeiro único que traria salvação e remissão a todas as famílias de Israel?

Os próprios rabinos dizem que este texto faz alusão a obra do Messias. O Messias tem poder de trazer remissão. E quem é este Messias que tenho mostrado desde o inicio de nossos estudos? Yeshua há Mashiach.

(Anexo 1 Parasha Bô)

שֶׂה תָמִים זָכָר בֶּן-שָׁנָה, יִהְיֶה לָכֶם; מִן-הַכְּבָשִׂים וּמִן-הָעִזִּים, תִּקָּחוּ. 5 Your lamb shall be without blemish, a male of the first year; ye shall take it from the sheep, or from the goats;
ו  וְהָיָה לָכֶם לְמִשְׁמֶרֶת, עַד אַרְבָּעָה עָשָׂר יוֹם לַחֹדֶשׁ הַזֶּה; וְשָׁחֲטוּ אֹתוֹ, כֹּל קְהַל עֲדַת-יִשְׂרָאֵל–בֵּין הָעַרְבָּיִם. 6 and ye shall keep it unto the fourteenth day of the same month; and the whole assembly of the congregation of Israel shall kill it at dusk.
ז  וְלָקְחוּ, מִן-הַדָּם, וְנָתְנוּ עַל-שְׁתֵּי הַמְּזוּזֹת, וְעַל-הַמַּשְׁקוֹף–עַל, הַבָּתִּים, אֲשֶׁר-יֹאכְלוּ אֹתוֹ, בָּהֶם. 7 And they shall take of the blood, and put it on the two side-posts and on the lintel, upon the houses wherein they shall eat it.

Prosseguindo, nós temos aqui toda a narrativa da festa da Páscoa. E D’us manda guardar a festa como estatuto perpétuo pois a função da Pascóa também é didática,não é só memorial.

Quando o seu filho ver você comendo um cordeiro assado com ervas amargas e pão sem fermento, ele vai te perguntar porque estamos fazendo isto?

E ai você vai explicar a ele: por que D’us nos tirou com mão poderosa do Egito e nos fez seu povo e nos levou para uma terra que mana leite e mel.

Por isso nos judeus nunca nos esquecemos de quem somos por isso a Páscoa é uma festa que delimita a nossa identidade e ela é celebrada todos os anos e nós não nos cansamos de celebra-la e sempre nos lembramos de que éramos escravos no Egito.

A Páscoa não nos permite sentir orgulho e superioridade, pelo contrario, coloca em nós um sentimento de gratidão, pois éramos escravos na terra do Egito.

A Páscoa é uma festa ao mesmo tempo memorial e profética, ela nos faz voltar ao passado para lembrarmos das maravilha que D’us fez e ela nos faz pensar no futuro sobre a redenção que o Eterno tem preparado para o seu povo.

Ela é uma festa que deu identidade para os hebreus mas foi estabelecida para todos os servos de D’us,mesmo os não judeus pois todos precisamos ter uma noção de identidade de povo de D’us.

Outro dia me perguntaram se eu comemoro a Páscoa Cristã ou a Páscoa Judaica. Desde quando D’us criou duas Páscoas? Eu só conheço uma, a Páscoa bíblica. A data é uma só. O evento é único.

Profeticamente a Páscoa representa uma imagem da grande redenção que o Mashiach trará ao mundo. Esta redenção será muito maior do que a da Páscoa.

O cordeiro de D’us lá do Pessach está voltando e vai redimir a humanidade, vai resgatar Israel, Ele vai restaurar as tribos perdidas de Israel.

Olha o que os rabinos dizem:

Anexo 2 Parasha Bô

ELE SERÁ O RICHON (INICIO, PRIMOGENITO) PARA O RENOVO DO ANO (Ex 12:2)

 הַחֹדֶשׁ הַזֶּה לָכֶם, רֹאשׁ חֳדָשִׁים:  רִאשׁוֹן הוּא לָכֶם, לְחָדְשֵׁי הַשָּׁנָה. 2 ‘This month shall be unto you the beginning of months; it shall be the first month of the year to you.)

Quem é chamado de Richon na Biblia? 
O Eterno em Is 44:6
Israel Sião em Ex 4:2   Jr 17:12
E o MASHIACH em Sl 89:27  e Zc 12:10

Por isso celebramos as festas. A Páscoa,Shavuot,Tabernaculos são uma visão profética do que esta por vir. E o que esta por vir é muito melhor do que é hoje.

Como diz Zacarias, eu quero ser prisioneiro da esperança,por que é ela que nos motiva a cada manhã. Eu tenho esperança que a Igreja de D’us vai voltar as suas origens, não é para o judaísmo não,judaísmo não salva ninguém, é voltar para D’us, para a verdade da sua palavra,para a obediência e santidade.

Dois níveis de liberdade

O  judaimo ensina que há dois níveis de liberdade, e isto é revelado pela maneira como ocorreu o Êxodo do Egito. A porção da Torá intitulada Bó descreve as últimas três das dez pragas que se abateram sobre o Egito. Quem ler esta porção sem conhecer o desenlace da história, presumirá que a praga final foi o golpe de misericórdia que acabou de vez com os egípcios. Mas na porção que se segue, na Torá, Beshalach, lemos acerca do famoso episódio no Mar Vermelho.

Apesar das Dez Pragas, apesar da morte e destruição sofridas pelo Egito, o Faraó lamenta ter deixado partir os judeus. Põe-se, então, em seu encalço, acompanhado por seus homens, na esperança de os capturar e novamente escravizar. Mas, o milagre da divisão do mar liberaria os judeus do jugo egípcio.

O incidente no Mar Vermelho traz à tona a pergunta: se o Faraó havia libertado os judeus, por que iria, correndo, em sua perseguição? Não fora ele a implorar a Moisés e Aarão para que livrasse seu país dos judeus, imediatamente, por temer mais outra praga que resultaria na aniquilação de todos os egípcios? Como é possível que o Faraó, de uma hora para outra, mudasse de idéia e saísse em seu encalço?

A resposta a tais questionamentos, é que há dois níveis de liberdade, e é por isso que a redenção do Egito ocorreu em dois estágios, relatados por duas porções diferentes da Torá. O primeiro nível de libertação ocorreu quando as Dez Pragas fizeram cair o Faraó de joelhos, permitindo, pois, que os judeus fossem fisicamente libertados de seus opressores.

O segundo nível de redenção ocorreu no Mar Vermelho, onde as águas se dividiram para que os judeus pudessem atravessá-lo, a salvo, retornando depois à sua vastidão e, assim, afogando o exército egípcio.

As Dez Pragas que dobraram o poder e quebraram o vigor do Egito libertaram os judeus desse nível de escravatura: cessara seu trabalho escravo, no Egito; terminara o jugo de seus opressores. Eram, pois, livres para partir.

Mas, mesmo após partirem, os judeus não eram homens livres. Tinham transposto apenas o primeiro nível de servidão – pois o segundo nível habita no coração do ser humano. Não depende de circunstâncias externas. É menos tangível, mas nem por isso menos real que o primeiro.

É o nosso amo interior quem atormenta nossa alma. É a soma de nossos medos e vícios e de todos os pensamentos derrotistas e negativos que foram incutidos dentro de nós

Somente Moisés, o homem que apesar de ter sido príncipe do Egito, nunca se deixou influenciar ou corromper pelas práticas desse país, teve o mérito de atravessar seu povo pelo mar, a caminho da liberdade.

 Mas, mesmo o milagre da divisão do Mar, um evento que atribuiu grandes poderes proféticos ao mais simplório dos homens, foi apenas uma libertação temporária do nível de escravidão interior incutido em muitos homens.

Durante a jornada de 40 anos pelo deserto, foi evidenciado que a liberdade física é mais facilmente alcançável do que a espiritual.

Foram necessárias dez pragas para remover os judeus do Egito, mas nem os inúmeros outros milagres vivenciados por nosso povo no deserto conseguiram remover o Egito de dentro deles.

Durante o  Pessach, recordamos as agruras e o sofrimento do passado: escravidão, tortura e decretos maléficos contra nossa gente. Mas a cerimônia se reveste de júbilo e canção com as quais celebramos nossa liberdade e a eternidade de nosso povo.

Não há por que negar que outrora fomos escravos; que outrora comemos o pão da pobreza; que nossos filhos varões foram afogados nos rios; e que fomos sujeitos a trabalhos forçados, torturas e genocídio.

Mas o  Pessach nos fazem lembrar, ano após ano, que somos homens livres. Falta-nos, no entanto, a cada um de nós e ao nosso povo como um todo, extirpar de nosso íntimo os monstros que aí residem e alcançar a verdadeira liberdade espiritual.

Por essa razão, a Torá nos ordena recordar o Êxodo todos os dias de nossa vida, pois a liberdade é um processo contínuo. Não foi conquistada quando os judeus deixaram o Egito e seus filhos conquistaram a Terra Prometida, nem quando a geração que nos antecedeu sobreviveu ao Holocausto e fundou o Estado de Israel, pátria do povo judeu.

 A liberdade é adquirida todos os dias por aqueles que, como Moisés, apenas temem a D’us e não toleram os Egitos de sua vida. E assim, extirpam completamente o exílio de seu coração. Veja que falei Egitos e não egípcios.

Não temos que ter medo de largar o que aprendemos no passado e assumirmos uma nova identidade nos dada pelo Senhor.

Em uma de suas belas metáforas, o Talmud compara o exílio do povo judeu a crianças que são expulsas da mesa de seus pais. Após os  anos de exílio físico do nosso povo, D’us mandou buscar-nos, a nós, Seus filhos. Estamos retornando à casa paterna, à Mesa de nosso Pai, para jamais voltar a deixá-la, outra vez.

חָמֵץ rametz  fermento
מַצָּה    matzah  

× Como posso te ajudar?