Parashá Lech Lechá   – Vá por ti

Parashá Lech Lechá          לךלך פָּרַשְׂתָּ     Vá por ti

Gn.12:1-17:27,
Is. 40;27-41:16,
Mt 5:1-48

Gênesis 12:1-3 Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

O Eterno faz um pacto com Abraão (Avram). Essa aliança ocorre enquanto Abraão residia em Harã, na Mesopotâmia. E, Deus diz a Abraão para deixar Haran e ir para onde Deus o guiará.

Deus diz, ainda, que seu pai e os outros parentes de seu pai não são bem-vindos. Obediência parcial não é um pouco de obediência é desobediência. E, assim, vemos D’us novamente dividindo, elegendo e separando.

Eu gostaria de dedicar um pouco de tempo a essa aliança. Deus dá a Abraão uma instrução, seguida de uma promessa; dividida em várias partes.

A instrução é que Abraão deve deixar Harã e ir a um lugar que Deus lhe mostrará, e se separar de seu pai e parentes. Deus então declara um conjunto de promessas:

  1. Deus fará de Abraão e seus descendentes uma grande nação.

Isso significa que Abraão e seus descendentes se tornarão um povo; uma nação separada, que até aquele momento não existia.

E, para que isso aconteça, Abraão e Sarai devem ter muitos filhos, e seus filhos devem ter muitos descendentes, a tal ponto que, em algum momento no futuro, serão identificados como uma “nação

  1. Deus abençoaria Abraão e o próprio Abraão seria uma bênção.

Deus dará a Abraão Seu favor. Abraão será tratado como especial por Deus, e algumas coisas maravilhosas acontecerá a ele não por merecimento, mas porque Deus escolheu fazê-lo.

O que Deus faz por Abraão não vai beneficiar apenas Abraão.
O que Abraão faz em obediência a Deus será uma bênção para muitos outros.

  1. Deus abençoará aqueles que abençoarem Abraão e Deus amaldiçoará aqueles que amaldiçoarem Abraão.

Estas palavras não é Deus sendo condescendente com Abraão, nem tentando fazê-lo se sentir bem. Este é um aviso sério a todos os povos do mundo.

A partir daquele momento: Deus espera que as pessoas reconheçam que Abraão é escolhido por Deus, e ele deve ser respeitado e honrado.

Por outro lado, Deus levará para o lado pessoal se alguém decidir ser um inimigo de Abraão. Ou seja, Deus se manifestará contra os que se alinharem contra Abraão.

Deus não está se referindo apenas ao próprio Abraão. Ele está falando da linhagem de Abraão; ainda mais especificamente, da nação especial que virá de Abraão e seus descendentes.

Quem são esses descendentes que formam essa nação especial?Israel.

Abraão acabaria por ter muitos filhos, dos quais apenas um, no entanto, era da linhagem que levaria a Israel.

Nem todos os descendentes de Abraão têm essa bênção. Já mencionei anteriormente que Deus já havia estabelecido o padrão para esse conceito: Ele divide, ele elege e separa.

Abraão veio da linhagem de Pelegue, que foi dividida e eleita na linha de Sem, que foi dividida e eleita na linhagem de Noach, que foi dividida e eleita na linha de Seth, que foi dividida e eleita na linhagem de Adão.

Abraão tem muitos filhos, mas veremos um filho em particular dividido, eleito e separado dos outros. Essa linha de promessa é considerada que começou com Abraão, mas a Bíblia nos mostra que, na realidade, remonta a Seth.

  1. Deus tornará grande o nome de Abraão.

Abraão será muito recompensado. E, seu nome será elevado entre os homens. Lembre-se, onde diz “nome”, realmente devemos pensar em “reputação”.

Deus fará grande a reputação de Abraão.

O que é fascinante é que, mesmo em nosso tempo, 4000 anos depois, mais da metade da população deste planeta é representada pelas três grandes religiões

monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo, nas quais Abraão é reverenciado patriarca de cada uma delas.

  1. Deus usará Abraão para abençoar todas as famílias da terra.

Essa bênção, trazida pela eleição de Abraão, vai beneficiar toda a humanidade.

Vamos entender melhor o que é uma aliança. De todos os princípios bíblicos, aliança é o que precisamos entender melhor, porque é através do processo do convênio que o povo separado de Deus (Israel) foi criado, e através do convênio e confiança em Yeshua é que se pode ser salvo.

O dicionário Webster define uma aliança como um acordo vinculativo e como um acordo entre os membros da igreja para defender e manter suas doutrinas.

Tendemos a pensar em uma aliança como uma promessa ou um contrato. Portanto, imaginamos uma aliança como os acordos humanos, escritos por mãos humanas.

Mas com o tempo as pessoas podem fazer com que as promessas e contratos escritos sejam rescindidos, alterados ou simplesmente não sejam cumpridos por se tornarem obsoletos.

Nada disso é possível dentro da definição bíblica de uma aliança.

A palavra hebraica para aliança é b’riyt, בְּרִית. As traduções desta palavra deixam muito a desejar, pois, cultura e idioma são um pacote único, não há como separa-los.

Mais problemático, porém, é o que acontece quando um tradutor não entende a cultura por trás do idioma que está traduzindo.

Recentemente comprei uma câmera de vigilância fabricada na China e ao ler as instruções traduzidas para o inglês fui informado no manual que eu deveria apertar um parafuso até ele “ficar feliz”.

Como posso saber quando o parafuso está feliz? Obviamente, a idéia era apertá-lo até que estivesse justo, ou apropriado. E, em um dicionário, você descobrirá que feliz ,justo e correto têm significados semelhantes.

Por estes motivos os cristãos adotaram a crença de que esta palavra significa “última vontade, testamento”.

De fato, ouvi MUITOS sermões que procuram explicar a aliança exatamente nesses termos. Portanto, passamos a usar a palavra em português “testamento”, como NT e  AT, para descrever as duas partes da Bíblia.

E esse conceito está errado. Nenhum estudioso bíblico moderno e com credibilidade traduz a palavra grega diatheke como Testamento pois não é uma tradução adequada de B‘riyt  בְּרִית (aliança). A tradução correta seria Antiga Aliança e Aliança Renovada

Uma diferença entre o entendimento cristão típico de uma aliança, e o que Deus quer dizer com essa palavra, é que uma aliança bíblica é uma coisa permanente e sagrada.

Uma aliança permanente não pode ser anulada, uma aliança condicional pode. Outra diferença é que a penalidade por quebrar uma aliança bíblica era severa, e muitas vezes, a morte.

Mas, a característica mais marcante de uma aliança bíblica feita por Deus, é que, uma vez que é Deus que faz uma aliança, ela literalmente se torna uma lei física do universo: como a gravidade, ou a velocidade da luz.

De fato, os próprios hebreus afirmam isso, porque B’rit, também é usada para indicar as “leis da natureza”.

Quando Deus faz uma aliança com Sua criação, essa aliança é tecida no espaço e no tempo e afeta como o universo opera; e também o reino espiritual, porque o reino espiritual é a FONTE de uma aliança feita por Deus.

Deixe-me dar um exemplo detalhado deste princípio da aliança.

Por exemplo: quando Deus criou o universo, não havia morte. As leis do universo eram tais que tudo o que era criado devia existir para sempre.

Algo mudou. Somos informados de que a morte entrou no mundo quando Adão e Eva pecaram. A Bíblia usa o termo “morte” como significando o fim da vida.

Se não há vida, então não pode haver morte, por isso apenas os seres vivos morrem. Estrelas, luas e planetas continuaram a existir, pois não tem “vida”.

A morte a que se refere a Bíblia é sobre a queda do homem e é a morte dos seres vivos. Então, se a Queda do Homem não iniciou a decadência do Universo, o que iniciou?

Segundo os sábios o que iniciou a decadência do Universo é exatamente o que ocorreu depois da queda de Adam; a queda de Lúcifer, chamado de Satã.

A pergunta comum que costumamos fazer sobre qualquer evento bíblico, lei, instrução, princípio ou decisão é: POR QUE?

Por que sempre é a pergunta errada a ser feita sobre as coisas de D’us. “Por que” é uma maneira de pensar grega. Geralmente, você não encontra respostas para o porquê na Bíblia, pois este é um método grego científico.

Deus nos instrui, dando-nos padrões. Ele descreve e explica um evento e, mais tarde, um evento semelhante ocorrerá com um método semelhante e um resultado semelhante.

O motivo pelo qual o evento posterior ocorreu da maneira que ocorreu foi que ele se conformava ao padrão do evento anterior.

A maneira de explicação de Deus é por meio da exposição de padrões, não da explicação dos POR QUÊ.

Então, com o princípio dos padrões em mente, sabemos que a queda de Satã ocorreu algum tempo antes da queda de Adão, obviamente, porque Satã já estava exilado na Terra quando Adão chegou.

O crime de Satã (orgulho e rebelião) contra Deus ocorreu no reino espiritual, não no físico, certo? Mas todas as indicações bíblicas são de que até Lúcifer, pecar contra Deus, não havia nenhum mal no reino de D’us.

No entanto, como muitos assuntos espirituais, este também afetou o mundo físico. Com a queda de Satã, Deus mudou a maneira como Seu universo operava: depois da queda, tudo o que existia começaria a deteriorar-se e a morrer sem exceções.

Adão e Eva chegaram a um planeta, que já estava em decadência devido à introdução do pecado por Satã. Ele trouxe isso quando foi expulso do céu e enviado a Terra.

Então, algum tempo depois, quando Adão e Eva chegaram, Satã os infectou com o pecado e trouxe a morte às criaturas vivas. Agora, o universo inteiro exceto o reino espiritual estava decaindo.

Os sábios dizem que o tempo começou a ser contado no momento da rebelião de Satã,pois o tempo é essencialmente uma medida de deterioração.

Se não houver decadência, não haverá tempo. Frequentemente ouvimos os cientistas falarem de como o nosso universo está envelhecendo: o que eles querem dizer é que está se deteriorando, acabando, morrendo.

Messier 51 (NGC 5194), conhecida como a Galáxia do Redemoinho (Nasa)

Espiritualmente, as coisas também mudaram: o mal teve que ser tratado porque o mal polui a perfeição, o pecado contamina o Reino de Deus.

Um Salvador precisava estar preparado para salvar o homem da completa aniquilação. O abismo teve que ser preparado para aprisionar no momento apropriado o líder do mal, Satã. Anjos acabariam se tornando guerreiros.

Porque o pecado entrou no mundo, a morte entrou no mundo; primeiro a queda de Lucifer com a decadência de objetos inanimados, depois a queda do homem e a decadência dos seres vivos; antes disso, não haveria necessidade de uma “linhagem de promessa” nem de uma crucificação.

Aqui está outro exemplo que é uma analogia dos efeitos da aliança: todos nós entendemos os efeitos da gravidade, mesmo que não entendamos como ela funciona.

O que estou dizendo é que a morte e a gravidade são essencialmente convênios: leis universais das quais a maioria da natureza e do Céu dependem; mudando um, muitos outros são afetados.

Deus criou todas as leis universais de natureza espiritual e física, e todas elas trabalham juntas. Nenhuma foi acidental. Então, quando Deus adicionou decadência e morte à equação, Ele também mudou uma lei física da natureza.

E essa mudança também teve sua contrapartida espiritual. Tudo sobre o universo foi alterado para se adaptar a essa nova realidade, espiritual e fisica.

Quando Deus faz uma aliança, não é como você ou eu prometendo alguma coisa. Não é como os votos do casamento.

Algumas partes, das leis espirituais e físicas do universo são afetadas quando Deus faz um pacto. E, isso não é alegoria, nem ilustração, nem emoção, nem exagero; quando Deus faz uma aliança, o universo espiritual e físico nunca mais é o mesmo.

A maneira mais antiga e primitiva de criar uma aliança era chamada em hebraico, “b’rit”, que significa literalmente “cortar ou dividir”.

O sangue era essencial na criação de convênios, porque os convênios eram considerados uma comunhão de vida e porque a vida esta no sangue.

Desde que o sangue estava envolvido, entendeu-se que era um assunto muito sério, para nunca ser assumido levianamente. A penalidade usual por quebrar uma aliança era a morte.

O sal, juntamente com o pão, era geralmente consumido como o evento final da cerimônia da aliança. Os participantes faziam uma refeição juntos após a conclusão do convênio que significava que um novo relacionamento familiar havia sido formado.

O sal tornou-se tão importante para a transação, que a celebração de um convênio às vezes era chamada de convênio de sal. Encontramos essa ideia da Aliança de Sal mencionada no AT e no NT.

Já que o sal era o passo final do processo de tomada de aliança isso meio que fechava o negócio, por assim dizer o sal era considerado um símbolo de paz.

Quando o sal era consumido, o processo de convênio era concluído semelhante ao nosso, hoje, aplicando nossas assinaturas a um documento legal e, em seguida, apertando as mãos.

Após a chegada de Moisés e o recebimento da Torá no Monte Sinai e a instituição do sistema de sacrifício, Deus instruiu os sacerdotes levitas a sempre adicionarem sal aos sacrifícios.

Os convênios deveriam ser selados com sal, a prática ordenada por Deus de espalhar sal sobre os sacrifícios era para lembrar a Israel que os convênios entre Deus e Israel eram eternos, e promoviam a paz entre Deus e Israel.

Muitas vezes no NT vemos também referências ao sal: Marcos 9:50: Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros.

Mateus 5:13 Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.

Colossenses 4:6 A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.

Aqui o sal está sendo lembrado como o elemento final de uma aliança ou sacrifício e, portanto, simbolizando paz e pureza.

Sempre que vemos o uso da palavra SAL nas escrituras, NT ou AT, esta se referindo a algo de grande santidade em relação a uma aliança ou sacrifício.

Então, entendamos que a aliança de D’us feita com Abraão, não era uma aliança CONDICIONAL, era uma aliança PERMANENTE. E, por definição, uma aliança é eterna.

Nos três primeiros versículos do capítulo 12, vemos D’us dizendo a Abraão que ele se tornaria uma grande nação, que Abraão seria abençoado e que ele seria uma bênção.

O aspecto mais importante dessa aliança em nossos dias é que Deus abençoa aqueles que abençoam Abraão e amaldiçoa aqueles que amaldiçoam Abraão.

Essas promessas não são obsoletas; essas promessas, dadas na forma de uma aliança, tornaram-se uma lei do universo espiritual e físico.

Ignorar isso é a maior loucura. Lutar contra isso leva à destruição, porque toda a operação do Universo foi afinada para alcançar os termos desse pacto permanente.

Israel hoje em dia é principalmente os judeus, são os descendentes daquela aliança inquebrável transmitida por Isaque, depois para Jacó e depois para seus filhos, as 12 tribos de Israel.

Embora houvesse OUTROS filhos de Abraão, e eram muitos, a Bíblia se refere apenas a um em particular que não era Isaque: Ismael.

Ocorreu uma divisão importante na linha da promessa da aliança. Qual dos filhos de Abraão herdaria todas as promessas contidas na aliança que Deus fez com Abraão? Claro que Isaque.

De Isaque foi para Jacó. Então, tudo o que foi originalmente dado a Abraão foi entregue a Jacó(Israel). Podemos ter uma mente justa nos assuntos que vemos acontecendo no Oriente Médio, particularmente no que diz respeito a Israel e ao Estado Palestino .

Mas, o ponto principal é que nosso apoio DEVE ser a Israel. Hoje, esse convênio diz: “Eu abençoarei aqueles que abençoarem Israel e amaldiçoarei aqueles que amaldiçoarem Israel”.

Isso é fato bíblico, não política. Aqueles que estão com Israel serão abençoados por Deus. Aqueles que se opõem a Israel serão punidos por desobediência a Deus.

Você está com Israel? Se sua opinião para ser justo é pegue um pouco da terra  que Deus prometeu a Israel e entregue aos palestinos em prol da paz mundial; sua visão é claramente oposta ao mandato de Deus.(divide,elege e separa)

Apoiar Israel não significa concordar com tudo o que fazem; são apenas pessoas. E as vezes tomam decisões terríveis.

Apoiar Israel não significa adorar o Estado de Israel; isso não significa adorar o povo judeu nem declará-lo acima de qualquer censura.

Significa estar ao lado deles, ajudá-los sempre, amá-los e mostrar respeito, incentivá-los a fazer o que é certo, incentivá-los a voltar ao Senhor e lembrá-los de que foram essas promessas de Deus lhes conferiram o título de “povo escolhido de Deus”.

GÊNESE 12: 4 O que está claro é que a família de Abraão era tão pagã quanto o resto do mundo naquele momento.

Além disso, implícito no mandamento de Deus para Avram deixar seu país, deixar seu pai e deixar sua família, é que a separação era exigida.

O que Abraão teria que fazer não poderia ser realizado permanecendo entre um povo incluindo sua própria família dedicada à sua religião pervertida.

Esse padrão constante de Deus dividindo, elegendo e separando continua, portanto, desde a criação do primeiro homem até a criação de uma nova nação; um povo seria separado para Deus.

O padrão que Deus nos mostra não é simplesmente sobre divisão; nem apenas sobre eleição; nem mesmo sobre divisão e depois eleição.

A terceira e última parte indispensável deste processo é a separação.

A separação de uma maneira ou de outra é um pré-requisito para servir a Deus.

Essa separação envolve família? Pode apostar que sim, e curiosamente esse é o exemplo dado aqui.

Pode ser a morte de um cônjuge ou de um dos pais que causa a separação. E, no caso de Abraão, o propósito que Deus ordenou é que ele não podia mais permanecer atado aos pais, por mais dolorosa que essa separação possa ser.

Mas a separação também pode ser de amigos que simplesmente não compartilham os valores que você segue; ou outros que acham você estranho, devido à seriedade que você tem em seguir ao Senhor.

Talvez a separação deva ser de uma igreja ou de uma sinagoga. Não resista, D’us irá finalizar a sua linhagem de promessa quer voce concorde ou não.

Se voce quer servir a D’us mas suas intenções são se tornar famosa,ganhar dinheiro e encher o seu ego,cuidado a sua separação pode ser a do Reino D’ele.

É claro que esse conceito de separação está presente também nos ensinamentos de Yeshua, pois Yeshua e D’us são um.

Lucas 14:26 “Se alguém vem a mim e não odeia seu próprio pai, mãe, esposa, filhos e irmãos e irmãs, sim, e até a própria vida, ele não pode ser meu discípulo

Isso fala de separação, não de ódio no sentido em que normalmente pensamos.

Trata-se de estar preparado para estar em desacordo com os mais próximos de você, uma vez que você é chamado por Deus.

Mateus 10:34 “Não pense que eu vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas uma espada. 35 Porque vim pôr um homem contra seu pai, e uma filha contra sua mãe, e uma nora contra sua sogra; 36 e os inimigos de um homem serão os membros de sua casa. ”

Cristo veio para dividir e separar como talvez nenhum outro veio depois d’Ele.

A espada mencionada por Yeshua não é tanto um símbolo de matar, mas um símbolo de divisão.

E, Ele reconhece que, para alguns, as circunstâncias de serem separados por Ele serão de partir o coração. Então Ele consola:

Mateus 19:29 “E todo aquele que deixou casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou fazendas, por amor do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna.

Separação, expressa na Bíblia, DEVE ocorrer de uma forma ou de outra, se alguém quiser pertencer ao Eterno.

A principal mudança na natureza de um ser humano ocorre como resultado da Salvação, pois ele se torna santo. E, por definição, santo significa ser separado.

Gênesis 12:4 Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.

Aceitando a separação que Deus insistia, Abraão ratificou a aliança que Deus fez com ele. Abraão deixando Haran, sua família e sua nação e indo para Canaã, cumpriu a sua parte do acordo.

Todo o restante dos termos do pacto, mesmo que levariam séculos para se concretizar era a parte de Deus.Esta é talvez a melhor definição do que é uma aliança permanente: está tudo nas mãos de Deus. É unilateral.

Se o homem ou a natureza precisam continuar cumprindo parte da aliança para que ela permaneça válida, é uma aliança condicional e não permanente.

Gênesis 12:5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã.

Dizem-nos os sábios que a terra que Deus mostrou a Abraão estava povoada com cananeus descendentes de Cã e seu filho Canaã e que Deus levou Abraão e seu clã a uma grande distância antes de chegarem a Shechem.

Aliás, hoje Shechem é conhecido como Nablus, uma das cidades sob controle palestino na área de disputa da Cisjordânia.

E ali Deus realmente apareceu a Abraão em uma forma visível não especificada.

Deus aparecendo para um homem, de uma perspectiva bíblica, era realmente raro. Mas, foi para deixar bem claro até hoje: Foi lá, que Deus disse a Abraão que ESTA era a terra que D’us estava dando a ele e a todos os seus descendentes. Abraão construiu um altar e sacrificou ao Senhor.

Por escolha de Deus, Abraão e o clã seguiram em frente, mais ao sul. Eles viajaram cerca de 40 Km, e pararam por um tempo entre  Betel e Ai.

Lá, Abraão construiu outro altar e sacrificou ao Senhor. Um tempo depois, ele pegou sua família e viajou ainda mais ao sul, para as regiões desérticas do Negev. A propósito, Negev (“sul”).

Durante esse tempo houve uma fome tamanha que ameaçava a sobrevivência da família de Abraão. Abraão foi ao Egito em busca de alívio da fome .

 

Não há menção do Eterno ter mandado Abraão sair, e ir para o Egito; foi a preocupação de Abraão em sobreviver que o levou ao Egito.Este padrão seria repetido por seu neto, Jacó, algumas centenas de anos depois.

O Egito era para aqueles que viviam no extremo sul do Oriente Médio, o que era a Mesopotâmia para os que viviam ao norte; uma região de fertilidade fabulosa.

GEN 13 Então, Abraão e seu clã deixam o Egito e voltam para Canaã, e nos dizem na V2: “AGORA Abrão era muito rico “.

Podemos imaginar Faraó enchendo Abraão com ouro, prata, jóias preciosas, gado, tudo o que ele quisesse apenas pedindo,POR FAVOR, dê o fora daqui e leve seu D’us com você! Pois Faraó descobre que Sarai é esposa de Abraão e não irmã e quer se ver livre de Abraão o mais rápido possível pois D’us enviara uma praga especifica para a casa de Faraó.

A essa altura, muitos de vocês estão pensando, que isso soa muito parecido com Moisés levando os israelitas para fora do Egito. Sim.

Esse evento define o padrão para o evento que aconteceria vários séculos depois: a vinda ao Egito de Jacó e o êxodo do Egito do povo de Jacó, agora chamado israelitas.(D’us nos instrui através de padrões)

Como qualquer dono de rebanhos faria, Abraão levou sua família e seu gado de volta para as áreas que ele já descobrira serem boas; ele voltou para Betel e Ai.

Abraão toma uma decisão: de se separar de Ló. E, em um ato generoso, Abraão diz a Ló que ele pode escolher a terra que deseja para si mesmo, e Abraão pegará o que restar.

Então, Ló vai para as terras ricas do vale do Jordão, e se instala perto de Sodoma e Gomorra e Abraão nos campos de Canaã. Outra separação está ocorrendo. Abraão está sendo separado da injustiça que está na alma de Ló.

Depois que Abraão se separa de Ló, o Eterno fala com Abraão como concordando com a sabia decisão. Deus agora acrescenta alguns detalhes aos termos da aliança que ele já fez com Abraão, dizendo-lhe na V15

Gênesis 13:14,15 E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente;
Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre.

Assim, uma nova lei do universo acabara de ser decretada em relação à terra e em relação ao número de seus descendentes na forma de um pacto permanente.

Não haveria pecado ou rebelião que Abraão ou seus descendentes fizessem com que Deus rescindisse esse convênio.

No entanto, nos últimos séculos , grande parte da Igreja disse que essa aliança não existe mais, e que Deus a entregou á Igreja. Absurdo.

Certamente o Eterno avisou que o povo seria removido daquela terra por um tempo por causa de seus adultérios com outros deuses. Mas, jamais seria tirado deles pelo Senhor, e ISSO é esclarecido abundantemente na Bíblia.

Poucos são aqueles que buscam o Eterno por meio de experiências sobrenaturais. O estudo é muito bom e muito importante, mas o estudo não é nada se não estiver acompanhado das revelações do Eterno.

A confiança excessiva na sabedoria humana é uma forma de idolatria.

 

Nossa vida tem que ter um equilíbrio e talvez até um desequilíbrio, estude, pois é muito importante, mas dedique mais tempo à oração, a meditar nas palavras do Senhor, a ouvir a Sua voz, decida amar o seu próximo e a praticar o que você aprende.